Somos frágeis como ovelhas, incapazes de encontrar sozinhos o caminho de volta para Deus. A vida cristã começa quando reconhecemos nossa total dependência do cuidado e da graça do Bom Pastor. Não é por força própria que somos restaurados, mas porque Cristo nos busca, nos encontra e nos carrega em seus ombros. Admitir nossa vulnerabilidade não é sinal de fraqueza, mas de humildade e confiança no amor de Deus, que nunca desiste de nenhum de seus filhos.
Quando aceitamos que precisamos ser cuidados, abrimos espaço para que Deus nos restaure e nos conduza à verdadeira segurança. O convite é para deixar de lado a autossuficiência e permitir que o Pastor conduza cada passo, confiando que Ele conhece o caminho melhor do que nós mesmos.
“Ele será o seu pastor e os conduzirá ao manancial das águas da vida, e Deus enxugará dos olhos deles toda lágrima.” (Apocalipse 7:17, ESV)
Reflexão: Em que área da sua vida você tem tentado resolver tudo sozinho? O que mudaria se você entregasse essa área ao cuidado do Bom Pastor hoje?
O maior perigo para uma comunidade cristã é se acomodar e esquecer sua missão. Quando a igreja se transforma em um espaço confortável apenas para os que já estão dentro, perde o sentido de existir. Deus nos chama a ser uma estação salva-vidas, sempre atentos àqueles que ainda estão distantes, prontos para sair ao encontro dos que precisam de resgate.
Cada estrutura, tradição e recurso da igreja só têm valor se servirem ao propósito de salvar vidas. O chamado é para não nos contentarmos com o bem-estar próprio, mas mantermos o coração inquieto enquanto houver alguém afastado. A missão é urgente: somos enviados para buscar, acolher e celebrar cada vida restaurada, lembrando que a alegria do céu está no retorno de cada ovelha perdida.
“Buscai o bem e não o mal, para que vivais; e assim o Senhor, o Deus dos Exércitos, estará convosco, como dizeis.” (Amós 5:14, ESV)
Reflexão: Quem, ao seu redor, está afastado ou esquecido? O que você pode fazer hoje para se aproximar dessa pessoa e demonstrar o amor de Cristo?
O arrependimento não é apenas para quem está “muito longe” de Deus. Todos, sem exceção, precisam reconhecer suas falhas e voltar-se para o Pai. O arrependimento verdadeiro não é motivo de vergonha, mas de festa no céu, pois marca o início de uma nova caminhada.
Deus não faz distinção entre quem se considera “bom” e quem se sente excluído. O convite é para todos: reconhecer a necessidade de perdão, abrir o coração e permitir que a graça transforme a vida. Viver em constante arrependimento é viver em sintonia com o coração do Pai, celebrando cada passo de volta ao lar.
“Lavai-vos, purificai-vos; tirai a maldade dos vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal, aprendei a fazer o bem; buscai o que é justo, ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva.” (Isaías 1:16-17, ESV)
Reflexão: Há algo em sua vida que precisa ser confessado e deixado hoje? Como você pode transformar o arrependimento em um novo começo, cheio de alegria?
O amor de Deus não conhece fronteiras nem faz distinção de pessoas. Jesus busca e celebra até mesmo aqueles que a sociedade considera irrecuperáveis. Como seguidores de Cristo, somos chamados a refletir esse amor, acolhendo sem reservas, cuidando das feridas e celebrando cada vida restaurada.
A igreja deve ser um lugar onde todos encontram espaço para recomeçar, independentemente de sua história. O desafio é não julgar quem merece ou não ser amado, mas agir com compaixão, investindo tempo e recursos no cuidado dos que chegam “sujos e molhados” da caminhada. Assim, tornamo-nos instrumentos do amor que transforma e restaura.
“E terei compaixão deles, como um homem tem compaixão de seu filho que o serve.” (Malaquias 3:17b, ESV)
Reflexão: Existe alguém que você tem dificuldade de acolher ou amar? O que você pode fazer, de forma prática, para demonstrar o amor de Cristo a essa pessoa esta semana?
A missão da igreja é ser ponte entre Deus e os perdidos, nunca uma barreira que impede o acesso à graça. Somos chamados a ser braços e mãos de Jesus, acolhendo, tratando e alimentando as ovelhas machucadas. Isso exige disposição para sair do conforto, abrir espaço para os que chegam e investir tempo, dons e recursos no resgate dos perdidos.
Ser igreja é viver em movimento, sempre atentos às necessidades dos outros, prontos para servir e celebrar cada vida restaurada. Só assim cumprimos o chamado de sermos uma comunidade que salva vidas, até o dia em que todos estaremos juntos nos braços do Pastor Jesus.
“E edificarei sobre ela o meu povo, e nunca mais será arrancado da sua terra que lhes dei, diz o Senhor teu Deus.” (Amós 9:15, ESV)
Reflexão: De que maneira sua vida tem sido ponte ou barreira para que outros se aproximem de Deus? O que você pode mudar hoje para ser um instrumento de reconciliação?
Resumo do Sermão
Neste sermão, celebrando os 123 anos da comunidade, refletimos sobre a parábola da ovelha perdida e o chamado de Jesus para sermos uma igreja que busca e acolhe os que estão afastados. A partir dos textos de Salmo 90, Ezequiel 34 e Lucas 15, fomos lembrados da fragilidade humana e do cuidado incansável do Bom Pastor, que não descansa enquanto não encontra cada ovelha. O sermão alerta para o perigo de nos tornarmos uma “igreja-clube”, preocupada apenas com o conforto dos que já estão dentro, esquecendo a missão de salvar vidas. Somos chamados a reconhecer nossa própria necessidade de arrependimento e a agir como instrumentos de Cristo, acolhendo, cuidando e celebrando cada vida restaurada. O verdadeiro sentido de ser igreja está em ser ponte entre Deus e os perdidos, permitindo que o amor de Jesus alcance a todos, sem distinção.
Jesus nos compara a um rebanho de ovelhas, mostrando nossa fragilidade diante de Deus. Assim como ovelhas precisam do pastor para sobreviver, nós precisamos do cuidado constante de Jesus para não nos perdermos pelo caminho.
Não há como voltar para Deus por conta própria. É o próprio Pastor Jesus quem nos carrega de volta à comunhão, colocando-nos em segurança em seus ombros. A alegria vem quando estamos seguros nos braços de Cristo.
Não existem pessoas que não precisam de arrependimento. Jesus usou de ironia ao falar de “pessoas boas”, porque todos nós, sem exceção, precisamos reconhecer nossos pecados e buscar a graça de Deus.
O risco de qualquer grupo cristão é se tornar um clube de vantagens, onde os que vêm sujos, molhados, agonizando, são barrados por suas condições. Se fizermos isso, seremos ovelhas gordas que chifram as fracas para fora.
Nosso objetivo final, como Igreja de Jesus Cristo, é salvar vidas. Não fomos chamados para nosso próprio benefício, mas para sermos pontes entre Deus e as pessoas, embaixadores de Cristo junto às ovelhas perdidas.
Deus não sossega enquanto não encontra a centésima ovelha. Jesus mostra que a Igreja deve sair em busca dos perdidos, não descansar enquanto não puder fazer festa por ter trazido de volta quem estava afastado.
O amor de Deus não tem limites; Ele ama até mesmo aquelas pessoas que achamos que não merecem amor, as que consideramos mais pecadoras. Ninguém está fora do alcance do Pastor Jesus.
Arrependimento é questão de vida ou morte para quem se considera cristão. Para Deus, o arrependimento é motivo de festa e alegria, pois há celebração no céu quando um pecador se deixa ser conduzido por Jesus.
A Igreja Cristã, nós, os que cremos, somos os braços e mãos de Jesus que recebem as ovelhas machucadas, tratam das feridas do pecado e acolhem em nome do próprio Cristo. Somos chamados a cuidar e restaurar.
É nos braços de Jesus que seguimos até o fim. Ele nos alimenta, cura nossas feridas e nos conduz com segurança, mostrando que a vida cristã é uma jornada de cuidado constante do Bom Pastor.
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