Antes de tudo existir, Jesus já é; Ele não começou em Belém, apenas se revelou ali. A eternidade entrou no tempo sem perder sua natureza divina, assumindo plenamente a nossa humanidade. Diante desse mistério, a fé não foge da razão, mas a convida a se curvar em adoração. Quando o coração tenta reduzir Jesus a um personagem natalino, lembre-se: Ele é o Deus eterno que se aproximou para ser conhecido e amado. Essa consciência desloca o centro da nossa vida de nós mesmos para Ele, que é anterior a tudo e sustenta todas as coisas [02:45]
João 1:1-3 — Antes de qualquer começo, a Palavra já existia em íntima comunhão com Deus, compartilhando a mesma essência. Por meio dela, tudo o que há foi trazido à existência; e se algo existe, não veio à tona sem essa Palavra.
Reflection: Em qual momento específico desta semana você precisará lembrar que Jesus não começou na manjedoura, e como essa verdade pode transformar a forma como você ora hoje?
Jesus traz vida que clareia os caminhos e dissipa os enganos que nos cercam. A Luz brilhou na escuridão, e a escuridão não foi capaz de detê-la. Mesmo assim, muitos não a reconheceram ou acolheram; ainda hoje, Ele se aproxima com graça e verdade, sem impor, convidando. Receber a Luz é abrir portas internas, permitindo que a vida de Deus nos reoriente. Onde o medo insiste, a Luz de Cristo persevera e vence [03:18]
João 1:4-5,9-12 — Nele há vida, e essa vida se torna claridade para as pessoas. A luz resplandece no escuro, e o escuro não consegue dominá-la. A luz genuína veio ao mundo e ilumina cada pessoa; muitos não a acolheram, mas aos que a receberam e confiaram em seu nome, Ele concedeu a prerrogativa de se tornarem filhos de Deus.
Reflection: Qual área da sua vida está sob névoa e medo, e que decisão prática você pode tomar esta semana para permitir que a luz de Cristo a ilumine?
Jesus não chegou com os símbolos do sucesso humano; Ele veio simples, entre gente simples, e foi rejeitado por muitos. Cresceu onde quase ninguém esperava algo bom, mostrando que a graça floresce nas bordas que o mundo despreza. Quando você pensa que seu endereço, sua história ou suas limitações o desqualificam, lembre-se de Nazaré e da manjedoura. Ele conhece as nossas margens, caminha por elas e as torna lugar de encontro com Deus. A rejeição humana não cancelou Sua missão nem diminuiu Seu amor por você [04:07]
João 1:10-11 — Aquele por meio de quem o mundo foi feito estava nele, mas o mundo não o reconheceu. Veio ao encontro do seu próprio povo, e ainda assim muitos não o acolheram.
Reflection: Quando você se sente “da Baixa Galileia” da vida, que passo de confiança Deus o convida a dar hoje, sabendo que Jesus ama e visita as periferias?
Aqueles que recebem Jesus e confiam em Seu nome recebem um direito real: ser feitos filhos de Deus. Esse é o privilégio que nenhuma circunstância pode roubar, o único título que sustenta a alma. No caminho do discipulado, abrimos mão de direitos que alimentam o ego para abraçar o direito que cura a identidade. Filiação não é prêmio por desempenho; é graça que nos dá novo nascimento. Vivendo como filhos, aprendemos liberdade, obediência e descanso [05:12]
João 1:12-13 — A todos os que o acolheram e confiaram no seu nome, Ele garantiu o direito de se tornarem filhos de Deus; não por herança de sangue, nem por esforço humano, nem por decisão de alguém, mas por um nascimento que vem do próprio Deus.
Reflection: Que “direito” pessoal você tem protegido com mais força ultimamente, e como seria abri-lo nas mãos de Deus esta semana para viver com a segurança de quem é filho(a)?
O Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; a glória de Deus brilhou na humildade. O esvaziamento de Jesus revela o coração do Pai: o Todo-Poderoso se fez frágil para nos resgatar. Ele nasceu, viveu e morreu como Deus-homem, unindo plenamente humanidade e divindade para realizar uma obra perfeita. Por causa dEle, o unigênito se torna primogênito entre muitos irmãos, e nós participamos dessa família. Celebrar o Natal é dizer sim ao caminho de Cristo: abrir mão do status, servir em amor e confiar no Pai [06:00]
Filipenses 2:6-8 — Embora existisse na condição de Deus, Ele não se agarrou a seus privilégios; esvaziou-se, assumindo forma de servo e tornando-se como nós. Humilhou-se e obedeceu até o fim, inclusive à morte de cruz.
Reflection: Qual gesto simples e concreto de esvaziamento você pode praticar nos próximos três dias para servir alguém no seu caminho?
Começamos em João 1 para contemplar o Natal como o Deus que se fez gente. João não abre com genealogias ou relatos de viagem; ele rasga o véu com poesia: no princípio era o Verbo, o Logos, eterno e divino, por meio de quem tudo foi criado e para quem tudo existe. Essa visão desloca o centro da nossa fé: não somos a medida do universo; Cristo é. O mundo é um tapete estendido para o Filho desfilar, e todo culto que recentra o ego trai o evangelho.
Enfrentamos então o mistério que escandalizou mentes antigas e ainda desafia as nossas: em Jesus, a totalidade do humano e a totalidade do divino coabitam sem confusão. A heresia de Nestório tentou resolver o mistério com uma cisão impossível — como se fome e sede fossem momentos “só humanos” e perdão de pecados “só divinos”. João nos corrige: o Verbo se fez carne. Na cruz morre o Deus-homem; na manjedoura nasce o Deus-homem; nos evangelhos age o Deus-homem. A comunicação de atributos não simplifica o mistério, mas garante a nossa salvação: se fosse apenas homem, não haveria expiação perfeita; se fosse apenas Deus, não haveria verdadeira identificação conosco.
João ainda descreve o choque entre a expectativa e a encarnação: Ele veio ao que era seu, e os seus não o receberam. Esperavam holofotes; Ele veio às sombras de uma estrebaria, à vida simples de Nazaré, ao subúrbio da Galileia. O escândalo não é apenas teológico; é estético e social. Deus aparece no lugar de onde “o vento faz a curva”, desmontando nossa idolatria de status, performance e glamour.
Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus. No discipulado, abrimos mão de direitos para viver por uma causa maior; e, ainda assim, recebemos o único direito que ninguém nos toma: a filiação em Cristo. Essa filiação nasce de um esvaziamento anterior: sendo Deus, Ele abriu mão da sua “estabilidade” e assumiu a fragilidade de um bebê. Só um Deus verdadeiro faz esse movimento. Por isso, João diz: vimos sua glória, cheia de graça e de verdade. Ele vem como unigênito e, ao cumprir sua obra, torna-se primogênito entre muitos — nós.
Que este Natal nos reencontre no eixo certo: Jesus ao centro, nossa identidade como filhos, e uma vida moldada pela kenosis do Verbo — uma existência que não tem medo de descer para amar.
Por exemplo, na cruz,na cruz, quem morre é o Deus homem. Porque se fosse apenas um homem, o sacrifício não seria perfeito. Se fosse apenas um homem, não seria uma expiação capaz de absorver os nossos pecados? Porque é apenas um homem. Mas é um Deus homem.um homem, Deus. Uma pessoa, divina humana, com comunicação de atributos. Sim,ele sente sede e fome, porque sede e fome são atributos da humanidade. E sim, ele perdoa pecados e ele levanta paralíticos e dá vista aos cegos, porque perdoar pecados e realizar prodígios sobrenaturais são atributos de um ser divino. [00:11:40] (54 seconds) #DeusHomemNaCruz
todas as coisas foram feitas por causa de Jesus o mundo é um tapete que Deus criou para que o seu filho desfilasse o mundo não existe por sua causa o mundo não foi criado por sua causa Deus não criou as coisas por causa de você o mundo não existe para o seu benefício todas as coisas foram feitas por causa do filho [00:15:27] (24 seconds) #TudoPorJesus
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